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Conteúdo informativo. Não substitui consulta médica. Nunca altere seus remédios sem orientação.

Dieta DASH: guia completo com cardápio de 7 dias

Por Equipe Menos Pressão
Atualizado em · 8 min de leitura

Resumo rápido

  • DASH vem do inglês Dietary Approaches to Stop Hypertension: alimentação para combater a pressão alta.
  • A base: muitas frutas, verduras e legumes, cereais integrais, feijões, castanhas e laticínios magros, com pouco sal, açúcar, carne vermelha e gordura.
  • No estudo original, em pessoas com pressão alta, a dieta baixou a máxima em cerca de 11 pontos em 8 semanas.
  • Com menos sal junto, o efeito foi ainda maior.
  • Não é dieta da moda nem para emagrecer rápido: é recomendada pelas Diretrizes Brasileiras de Hipertensão.

A dieta DASH é o padrão de alimentação mais estudado para baixar a pressão. Ela não exige alimentos caros nem receitas complicadas: dá para seguir com arroz, feijão, frutas da estação e comida de casa. Veja o que é, o que dizem os estudos e um cardápio de 7 dias.

O que é a dieta DASH

DASH é a sigla de Dietary Approaches to Stop Hypertension, ou “abordagens alimentares para combater a hipertensão”. Ela foi criada nos anos 1990 em estudos financiados pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH).

A ideia é simples:

  • Comer mais: frutas, verduras, legumes, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, castanhas e laticínios magros.
  • Comer menos: sal, embutidos, carne vermelha, açúcar, doces, refrigerantes e gordura saturada.

Essa combinação deixa a alimentação rica em potássio, magnésio, cálcio e fibras, que ajudam a controlar a pressão, e pobre em sódio.

O que dizem os estudos

Estudo DASH (1997): cerca de 450 adultos comeram, por 8 semanas, uma de três dietas, com o peso e a quantidade de sal mantidos iguais. A dieta DASH baixou a pressão em todos, e mais nas pessoas com pressão alta: cerca de 11 pontos na máxima e 5 pontos na mínima. A queda apareceu já em 2 semanas.

Estudo DASH-Sodium (2001): testou a dieta DASH com diferentes quantidades de sal. Quanto menos sal, mais a pressão baixou, e a combinação de DASH com pouco sal teve o melhor resultado.

Por isso, as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão (2020) recomendam o padrão DASH como parte do tratamento, junto com a redução do sal. Para saber quanto sal pode por dia, veja sal e sódio: quanto pode e como reduzir.

Quanto comer de cada grupo

Porções por dia para uma alimentação de cerca de 2.000 calorias, segundo o plano DASH do NIH, adaptadas para medidas caseiras. Quem precisa de menos calorias come porções menores.

Grupo Porções Exemplo de 1 porção
Cereais e pães (de preferência integrais) 6 a 8 por dia 1 fatia de pão integral, 4 colheres de sopa de arroz ou ½ xícara de aveia
Verduras e legumes 4 a 5 por dia 1 xícara de folhas cruas ou ½ xícara de legumes cozidos
Frutas 4 a 5 por dia 1 fruta média, 1 fatia de mamão ou melancia, ½ xícara de fruta picada
Leite e derivados magros 2 a 3 por dia 1 copo de leite desnatado, 1 pote de iogurte natural ou 1 fatia de queijo branco
Carnes magras, frango, peixe e ovos até 6 porções pequenas por dia (cerca de 170 g no total) 1 ovo ou 30 g de carne cozida
Feijões, castanhas e sementes 4 a 5 por semana ½ xícara de feijão, lentilha ou grão-de-bico, ou 1 punhado pequeno de castanhas
Gorduras e óleos 2 a 3 por dia 1 colher de chá de azeite ou óleo
Doces e açúcar até 5 por semana 1 colher de sopa de açúcar ou geleia

No plano do NIH, o limite de sódio é 2.300 mg por dia, com um alvo melhor ainda de 1.500 mg. As Diretrizes Brasileiras recomendam até 2.000 mg de sódio, o que equivale a 5 g de sal por dia.

Detalhe brasileiro: o arroz com feijão já é uma ótima base para a DASH. O feijão conta como leguminosa, e você pode trocar parte do arroz branco pelo integral.

Cardápio de 7 dias

Um exemplo para você adaptar ao seu gosto e às frutas da estação. Use pouco sal e tempere com alho, cebola, limão e ervas.

Dia Café da manhã Almoço Lanche Jantar
Segunda Pão integral com queijo branco, mamão e café com leite desnatado Arroz, feijão, frango grelhado, salada de alface e tomate, abobrinha refogada Banana com aveia Omelete de legumes, salada de folhas e 1 fatia de pão integral
Terça Iogurte natural com aveia e morango Arroz integral, lentilha, peixe assado, brócolis e cenoura cozidos 1 maçã e 1 punhado de castanhas Sopa de legumes com frango desfiado
Quarta Tapioca com ovo mexido e 1 laranja Arroz, feijão, carne magra moída com legumes, salada de pepino Iogurte natural com banana Salada de grão-de-bico com tomate, cebola e folhas
Quinta Pão integral com pasta de ricota, melão e café Arroz, feijão, filé de frango ao forno, chuchu refogado, salada de repolho 1 pera Peixe grelhado com batata-doce e salada
Sexta Vitamina de leite desnatado com banana e aveia Arroz integral, feijão, omelete de espinafre, beterraba e cenoura raladas 1 fatia de abacaxi e 1 punhado de amendoim sem sal Sanduíche natural de frango com cenoura ralada e folhas
Sábado Cuscuz com ovo e 1 fatia de mamão Arroz, feijão, peixe ensopado com legumes, salada verde Salada de frutas Sopa de feijão com legumes
Domingo Pão integral com queijo branco, kiwi e café com leite Arroz, feijão, frango assado com ervas, legumes assados, salada Iogurte natural com granola sem açúcar Panqueca integral recheada com legumes e queijo branco

Bebidas: água à vontade. Prefira frutas inteiras a sucos. Se for beber álcool, com moderação, porque o álcool em excesso aumenta a pressão.

Como começar sem sofrimento

  1. Mude aos poucos. Acrescente uma porção de fruta ou verdura por dia a cada semana.
  2. Encha metade do prato com verduras e legumes no almoço e no jantar.
  3. Tire o saleiro da mesa e cozinhe com ervas. Veja como fazer sal de ervas e outras trocas.
  4. Leia os rótulos e evite os produtos com a lupa de “alto em sódio”.
  5. Troque embutidos (salsicha, presunto, salame) por frango, ovo ou queijo branco.
  6. Tenha frutas e castanhas sem sal à mão para os lanches.

Quem precisa de cuidado

  • Quem tem doença nos rins ou toma remédios que retêm potássio: a DASH é rica em potássio. Converse com o médico antes.
  • Quem tem diabetes: a dieta funciona bem, mas o tamanho das porções de frutas e cereais deve ser ajustado com o médico ou nutricionista.
  • Quem toma remédio para pressão: não pare o remédio por conta própria. A alimentação soma ao tratamento, não substitui.

Para ver outras mudanças de hábito que baixam a pressão, leia o que é bom para pressão alta.

Perguntas frequentes

O que é a dieta DASH?

É um padrão de alimentação criado em estudos dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos para baixar a pressão. Ela é rica em frutas, verduras, legumes, cereais integrais, feijões, castanhas e laticínios magros, e pobre em sal, açúcar, carne vermelha, embutidos e gordura saturada.

Quanto a dieta DASH baixa a pressão?

No estudo DASH, publicado em 1997, a dieta baixou a pressão máxima em cerca de 11 pontos (mmHg) e a mínima em cerca de 5 pontos nas pessoas com pressão alta, depois de 8 semanas. Nas pessoas sem pressão alta, a queda foi menor. O efeito começou em cerca de 2 semanas.

A dieta DASH emagrece?

Ela não foi feita para emagrecer. No estudo original, as pessoas mantiveram o peso e mesmo assim a pressão baixou. Mas, como troca ultraprocessados e doces por frutas, verduras e feijões, ela pode ajudar a perder peso se você também controlar a quantidade.

Quem tem pressão alta pode fazer a dieta DASH sozinho?

Na maioria dos casos, sim, porque ela é uma alimentação equilibrada. Quem tem doença nos rins ou toma remédios que aumentam o potássio deve falar antes com o médico, porque a DASH é rica em potássio. A dieta não substitui os remédios prescritos.

Dieta DASH ou dieta mediterrânea?

As duas são parecidas e saudáveis. A DASH foi criada especificamente para baixar a pressão e dá mais destaque a laticínios magros e à redução do sal. A mediterrânea dá mais destaque ao azeite e ao peixe. Você pode combinar as duas ideias.

Quando procurar ajuda: pressão acima de 180/120 com dor no peito, falta de ar, fraqueza de um lado do corpo, visão turva ou dificuldade para falar é emergência: ligue para o SAMU (192). Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta. Nunca altere ou suspenda remédios sem orientação médica.

Fontes

Publicado em 05/11/2026. Revisamos este conteúdo sempre que as diretrizes mudam.